Há um país para reconstruir

maio 2020

A operação lava-jato, e sua credibilidade, tornaram-se parte da redenção nacional, à medida que a população podia conhecer as ações saneadoras da polícia federal.

Em um regime democrático-republicano, as reconstruções político-econômicas são de altas complexidades e, por isso mesmo, requerem ambientes civilizados, permitindo que atos construtivos fluam buscando estabelecer acordos prioritários, necessários para a reconstrução exigida pela sociedade.

Somente sob a luz benfazeja do enfrentamento contínuo da corrupção, o entendimento nacional poderá prosperar para que as atividades políticas deixem de ser vistas como um território fértil onde prosperam a hipocrisia e o cinismo que alimentam os corruptos, corruptores e quadrilheiros que se uniram para enriquecer a si mesmos mediante desvios dos recursos públicos que foram e são gerados por impostos pagos pelas sofridas populações pobres do Brasil.

A temperança e o bom senso mostrarão que a corrupção de uns não é diferente da corrupção praticada por outros e, por isso, as condenações e os tratamentos de uns corruptos nunca deveriam ser diferentes dos tratamentos e das condenações dos outros corruptos semelhantes.

Para que o Brasil supere as divisões internas e consiga conviver com vários antagonismos naturais, de uma democracia, o papel das instituições deve ter relevância e importâncias singulares nas correções dos eventuais desvios de rotas, e na manutenção atenta e vigorosa de sua imparcialidade.


Dos brasileiros que ocupam postos de comando, espera-se a sensatez de quem conhece a gravidade da hora, a generosidade de quem busca o bom e pacífico convívio democrático e a determinação de quem sabe onde estão as urgentes soluções que o país exige.

A redação



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